Glosas são o sintoma mais visível de um ciclo de receita com processo quebrado. E o desafio não está só em contestar o que a operadora recusa: está em identificar onde o processo falha, corrigir na origem e garantir que o dinheiro que saiu volte.

O Observatório ANAHP 2026 mostra que a glosa inicial gerencial se manteve em 15,93% pelo segundo ano consecutivo em 2025. Esse número estável revela que a maioria dos hospitais está gerenciando glosas de forma reativa, contestando o que chega sem atacar o que causa.

A ZG Soluções reuniu mais de uma década acompanhando o ciclo financeiro dos principais hospitais do Brasil em um e-book com os 6 pilares da gestão e redução de glosas. O conteúdo é resultado prático do que funciona na rotina real de equipes de faturamento, não teoria.

Abaixo, uma prévia dos 3 primeiros pilares.

Pilar 1: Conciliação Financeira

O primeiro contato com a glosa acontece na conciliação. Quando a operadora devolve a conta com itens glosados, é nessa etapa que os valores são identificados e as glosas são lançadas com seus respectivos motivos.

Uma conciliação feita item a item, com registro preciso de cada glosa e seu motivo, já produz os primeiros indicadores de causa: quais itens são mais glosados, quais operadoras glosam mais e quais setores do hospital concentram o maior volume de recusas.

Sem uma conciliação bem estruturada, as etapas seguintes perdem qualidade, porque quem vai analisar e recursar as glosas começa o trabalho sem as informações necessárias.


Pilar 2: Análise das Glosas

Com a conciliação concluída, começa a análise. O objetivo é identificar quais glosas estão dentro do prazo para recurso e priorizá-las corretamente, já que cada operadora tem prazos diferentes.

Essa etapa exige equipe com conhecimento técnico das tabelas de precificação vigentes, Simpro, Brasíndice, CBHPM, e capacidade de avaliar a qualidade da documentação disponível para fundamentar cada recurso.

Uma glosa bem analisada gera um recurso com argumentação sólida. Uma glosa analisada às pressas, só para cumprir o prazo, gera um recurso fraco que a operadora rejeita com facilidade.


Pilar 3: Envio de Recursos

Com a análise concluída, a equipe prepara e envia o recurso com justificativas, correção de valores e evidências. As formas de envio variam por operadora: planilha por e-mail, digitação no portal, XML no padrão TISS ou envio físico.

Um ponto crítico que o e-book detalha: quando o prazo de recurso é perdido, o hospital entra na negociação já com cerca de 30% do valor fora de alcance. Isso torna o controle de prazos não uma boa prática, mas uma necessidade operacional com impacto financeiro direto.

O que você encontra no e-book completo

Além dos 3 pilares apresentados aqui, o e-book cobre:

Pilar 4: Registro das Entregas de Recurso, como catalogar e monitorar os recursos enviados para garantir que a operadora cumpra seus próprios prazos de resposta.

Pilar 5: Correção de Não Conformidades, como mapear os gargalos recorrentes e corrigir processos com gestão de fluxo, treinamento de equipe e automação.

Pilar 6: Cobrança de Recursos, a etapa mais esquecida do ciclo, que define se os recursos aceitos pela operadora efetivamente entram no caixa.

O e-book é gratuito e foi desenvolvido por Heitor Ribeiro, Consultor de Implantação da ZG Soluções com mais de uma década de experiência no ciclo financeiro hospitalar.

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