Acreditação ONA: como obter e no que ela agrega valor

Obter Acreditação ONA é uma das formas de se comprovar diferentes níveis de excelência em uma instituição de saúde.
Estampar o Selo da Acreditação ONA em sua instituição de saúde é muito atrativo, mas não é fácil.

Até chegar lá, é necessário percorrer um caminho que una pessoas e processos entorno de um propósito em comum. Uma vez conquistado, o seu negócio entra no rol dos acreditados em qualidade, eficiência e atendimento. Ganha sua equipe, ganha seus pacientes, que passam a confiar mais em sua instituição.

Neste artigo, você irá entender do que se trata a acreditação ONA, qual a diferença entre acreditação e certificação, o que ela agrega às prestadores de saúde e como obtê-la. Portanto, vamos lá. 

O que é a Acreditação ONA


A Organização Nacional de Acreditação (
ONA) é uma entidade privada sem fins lucrativos que atesta a qualidade de serviços médico-hospitalares no Brasil, tanto públicos como privados. Para isso, ela usa como base os padrões do Sistema Brasileiro de Acreditação e do Manual Brasileiro de Acreditação. Nascida em 1999, a ONA completa neste ano 20 anos de existência. 

Vale destacar que ela não exerce função regulatória ou de fiscalização. As instituições de saúde são livres para adotar ou não os critérios da ONA. 

A ONA avalia 3 pilares das instituições de saúde. São eles: 

  • Aprimoramento da gestão
  • Maximização da segurança
  • Melhoria na qualidade da assistência

Isto é, a filosofia da melhoria contínua faz parte da ONA, uma vez que as acreditações possuem níveis crescentes de excelência e com prazo de validade, havendo a necessidade de renovar a titulação, caso a instituição queira. Confira abaixo os 3 níveis de acreditação da ONA:

  • Acreditado (nível 1): Contempla os critérios mínimos de segurança garantidos ao paciente, incluindo aspectos de infraestrutura predial e assistenciais por parte do corpo clínico. Vale 2 anos
  • Acreditado pleno (nível 2): Este engloba, além dos requisitos do nível 1, o princípio da gestão eficiente, medido por meio da integração entre processos e comunicação assertiva. Vale 2 anos.
  • Acreditado com excelência (nível 3): Sendo o nível máximo, este atesta a excelência em gestão. Garantidos os níveis 1 e 2, agora a instituição chega a uma fase de gestão mais madura, consistente e focada na melhora contínua. Vale 3 anos.

Vai uma dica: o que todas as instituições Nível 3 têm em comum? Elas possuem alguns sistemas informatizados, como o prontuário eletrônico, além de uma gestão de glosas bem-sucedida –  o mercado tem desenvolvido soluções para isso. 


Além disso, de tempos em tempos a ONA revisa seus critérios de análise. A última atualização do Manual Brasileiro de Acreditação foi feita em 2018, nele constam todos os aspectos em vigor.

No que a Acreditação ONA se diferencia de outras?


Além da ONA, há diversas outras certificações a nível internacional que também avaliam a qualidade dos serviços em saúde. A ONA se destaca no Brasil por seguir padrões que se encaixam na realidade do país, que em muito se diferencia dos países europeus ou norte-americanos. São exemplos de outras acreditações: 

  • NABH – National Accreditation Board for Hospitals and Healthcare providers 
  • JCI – The Joint Commission 
  • NIAHO – Acreditação Nacional Integrada para Organizações de Saúde
  • HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society
  • Accreditation Canada

Certificação e Acreditação são a mesma coisa? 


Não. A 
acreditação ONA avalia os procedimentos hospitalares como um todo por meio das ROPs (sigla em inglês para Prática Organizacional Exigida) e é feita por acreditadores com perfis  técnicos, científicos e clínicos. Portanto, mesmo se a instituição tiver excelentes índices, e apenas um departamento não cumprir alguns dos pré-requisitos, ela não obterá a acreditação.

Assim, é necessário que toda a equipe hospitalar esteja alinhada com o foco em atingir o resultado esperado. Se não houver colaboração mútua entre os times, a instituição corre o risco de perder tempo e dinheiro ao tentar investir na acreditação.

Já a certificação tem um viés mais processual e é mais voltada a departamentos. O hospital pode escolher quais departamentos serão avaliados e quais não serão.   

Uma das certificações mais perseguidas pelos hospitais é a de atendimento ao paciente, prevista pela ISO, que coleciona práticas que garantam o mínimo de assistência aos pacientes.

Outro exemplo são as Certificação ISO 9000 e OHSAS 18001. Já a ISO 9001, trata do “Sistemas de Gerenciamento de Qualidade – Requisitos”, é voltada a processos e funciona  melhor para departamentos administrativos. 

Ambas não são excludentes. Ao contrário: se a instituição optar por obter tanto certificações e acreditações ela só tem a ganhar em credibilidade. Só não é recomendado ir com sede ao pote. Como os pré-requisitos mudam, é mais lógico focar em obter uma delas antes de partir para outra. 

Como conseguir a acreditação?


O processo consiste em buscar algumas das 6 instituições acreditadoras vinculadas à ONA. São elas: 

  • DNV GL Business Assurance Avaliações e Certificações Brasil,
  • Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV)
  • Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (Ibes)
  • Instituto de Acreditação Hospitalar e Certificação em Saúde (IAHCS)
  • Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde (IPASS)
  • Instituto Qualisa de Gestão (IQG)

Uma vez escolhida a entidade, a organização tem duas opções para solicitar a análise da ONA:  uma avaliação direta ou um diagnóstico organizacional. Na segunda opção, a entidade avalia toda a instituição e aponta erros e acertos com base no manual da ONA. 

Assim, a empresa pode reparar quais ações faltam para atingir a acreditação. Não há prazo estipulado para isso, ma já adianto: não é um processo fácil, tampouco rápido. Para se chegar lá é preciso um planejamento prévio. E aí vão todas as ordens de planejamento: tático, estratégico, operacional e financeiro.

O primeiro passo é passar a lupa na sua instituição para uma análise de cenário. Alguns hospitais até contratam consultores clínicos externos para isso, ou fortalecem seu time de auditoria. Com o apoio de indicadores hospitalares, levante quais são as falhas e as fortalezas na sua instituição.

Feito isso, cria-se o plano das atividades com base nos critérios adotados pela ONA ao emitir a certificação. Ou seja: exige-se uma mudança cultural. 

Portanto é preciso investir em recursos humanos e financeiros e, claro, no tempo. Mas antes de aplicar as estratégias em todos os departamentos, busque primeiro explicar a toda  a equipe as vantagens de se obter a acreditação ONA. 

Se a equipe não estiver engajada com este propósito, fica difícil chegar lá dado que os acreditadores fazem visitas periódicas in loco para análise crítica. 

Cuidado, porém, para não aterrorizar a equipe nem sobrecarrega-la. Se há carência de profissionais para dar conta de se atingir padrões elevados, talvez seja hora de contratar mais pessoas ou revisar processos e burocracias. 

Se a equipe estiver sobrecarregada, isso poderá impactar nos resultados da gestão e diluir as chances de se obter a acreditação.  

Vantagens da acreditação


De longe, a vantagem mais óbvia de se ter acreditação é obter vantagem competitiva e conquistar a confiança dos pacientes. O Selo ONA, distribuído pelas paredes das organizações, site e no próprio
portal da ONA, imprime quase que uma prova incontestável da qualidade dos serviços do hospital.  

Conquistar a confiança dos pacientes não é algo banal, aliás, são vidas que estão em jogo.

Eficiência na Gestão

Se os hospitais salvam vidas, há de prezar pela sobrevivência de suas próprias estruturas, certo? 

O processo de otimizar todos o escopo da organização passa pela gestão de custos. Sem uma gestão financeira assertiva, a instituição de saúde desperdiça recursos caros e acaba travando seu crescimento.

Assim, ao elencar hábitos mirando a acreditação ONA, o hospital não só conquista a confiança do paciente, como também a eficiência financeira. Os custos associados a equipamentos e serviços clínicos são caríssimos. Logo, qualquer gargalo pode sugar muitos recursos que, se fossem bem aplicados, fariam uma total diferença para a instituição e representaria um passo a mais rumo à excelência.

Gatilho Impulsionador

A Teoria da Expectativa, de Victor Vroom, explica que a motivação desempenhada por alguém ao fazer uma tarefa é medida pela projeção do que ela espera que aconteça decorrente daquilo. 

Logo, não fosse os níveis de certificação da ONA o pote de ouro almejando pelas instituições de saúde, será que a motivação delas em melhorar processos seria a mesma?

Antes das acreditações padronizadas, as avaliações eram arbitrárias e feitas dentro de casa, o que pode gerar dados inflados ou enviesados. Com a padronização e credibilidade da ONA, os hospitais se sentem mais motivados a buscarem melhoria processuais que vão fazer bem não só aos pacientes, mas ao próprio hospital, que ganha em eficiência clínica e administrativa.  

Ao estampar o selo de qualidade ONA, o organização se põe na dianteira dos novos tempos.

 O  mercado da saúde não é mais o mesmo. Novos desafios, novos processo. Ao garantir a excelência da sua instituição, você se prepara o futuro, que é incerto, mas com a certeza de que se está no caminho certo. 

E uma das formar de perseguir este caminho é uma boa gestão de glosas. Por isso, te apresento o Ebook  Boas Práticas para Gestão e Redução de Glosas, cujo conteúdo é fruto de 10 anos de mercado da ZG Soluções acompanhando o know-how dos principais hospitais do país para gestão e redução de glosas. Baixe, é gratuito.

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