
Esse é o grande desafio vivido pelos líderes! Já parou para pensar em como você lidera essa galera?
Se ainda não parou, chegou então a hora de refletir.
O mercado de trabalho mudou juntamente com a evolução do comportamento humano.
Os jovens nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 e início de 2010 surgiram como sucessores da Geração Y (também conhecida como Millennials).
Agora temos então os Geração Z, nativos digitais, hiperconectados e que possuem todas as informações na palma da mão.
Aqui vão algumas características que você deve compreender para ter um time engajado:
1 – Feedback

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de população que passa mais tempo nas redes sociais, com média diária de 3 horas e 31 minutos, segundo a pesquisa Global Digital Overview 2020, feita pelo site We Are Social.
Tanto tempo assim nas plataformas se dá à descarga de dopamina que nosso cérebro gera ao receber um like, segundo estudo feito na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e publicado em maio deste ano (2021) na revista Psychological Science.
Esse mesmo neurotransmissor é produzido quando comemos chocolate, fazemos sexo ou ganhamos dinheiro.
Na prática, as redes sociais nos dão prazer.
O desejo por likes nada mais é que a necessidade de obter feedback, de obter aprovação das pessoas de sua rede de conexão.
Ao chegar no mercado de trabalho, essa geração trouxe consigo esse mesmo comportamento, ou seja, necessitam de feedback constante dos líderes e dos colegas.
E você, líder, só terá uma boa aceitação se souber trabalhar muito bem essa habilidade.
Pela crítica ou pelo elogio, eles querem saber sua opinião sobre como estão desenvolvendo o metier.
2 – Comunicação full time

Com o fácil acesso às redes sociais associadas ao uso do smartphone, a comunicação também foi algo que teve uma mudança significativa.
Chegamos então a era dos “hiperconectados”.
Se o estudo da We Are Social mostra que os brasileiros passam uma média de 3 horas por dia nas redes sociais, os “gen Zs” jogam esse indicador um pouco mais para cima.
Passando uma média de 6 horas e 45 minutos por dia nas redes sociais, segundo pesquisa da Kantar IBOPE Mediarealizada em 2021.
Com a chegada do COVID-19 e o crescimento do teletrabalho, o processo de digitalização da comunicação foi acelerado.
Reuniões foram transformadas em mensagens de áudio ou texto nos grupos no WhatsApp e até mesmo e-mails, fora uma série de outras mudanças foram acontecendo nesse período.
Isso não quer dizer que a intensidade da comunicação diminuiu, muito pelo contrário, antes tínhamos a necessidade de aguardar para falar com alguém, hoje em dia as ferramentas de comunicação fazem com que os jovens troquem informações o tempo todo.
Por outro lado, mesmo com a facilidade das plataformas digitais, 53% da gen-Z que está no mercado de trabalho acredita que a existe mais qualidade na comunicação presencial.
Saber ponderar entre contato presencial e a agilidade das plataformas digitais é a melhor dica do momento!
3 – Autonomia e Cultura

No ambiente de trabalho, a geração Z “curte” muito uma boa competição e prioriza trabalhos que proporcionem a independência.
Assim como os Millennials, para atrair e reter os gen-Z dar liberdade e abrir mãos de regras e microgerenciamentos é uma boa opção.
Essa geração “compra a ideia” daquilo que acreditam ser o melhor, ou seja, se eles entenderem que seu trabalho faz parte de um objetivo maior (apoia uma causa), farão de tudo para entregar o melhor resultado.
Além disso, algo essencial para essa geração é fazer parte de um ambiente que proporcione diversidade, inclusão e respeito às minorias.
Outra característica muito evidente na gen-Z é a idealização.
Sua preferência de consumo está em negócios que demonstram ética, em empresas que se preocupam com o futuro do planeta e com o futuro das pessoas.
4 – Visão de futuro

Segundo estudos da Meio e Mensagem, 34% dos jovens da gen-Z escolhem a empresa que irão trabalhar pela oportunidade de desenvolvimento, ou seja para eles 6 meses = médio prazo, 1 ano = eternidade.
Esses são os prazos que os gen-Z consideram dentro de uma organização.
Assim como o feedback constante, eles precisam saber qual será o “próximo passo” dentro da empresa, pois sua visão de futuro é muito mais precoce que as gerações anteriores.
Não necessariamente precisam de uma promoção de cargo ou em algum nível de hierarquia, mas precisam saber que de alguma forma estão crescendo e se desenvolvendo no ambiente de trabalho.
Vale ressaltar que a Geração Z já ocupa 20% dos postos do mercado de trabalho, demandando mudanças constantes nas estruturas, nos processos e nas relações interpessoais.