Práticas para um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde

Boas práticas para um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde

Neste artigo você aprenderá mais sobre práticas para um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde. Além disso, queremos mostrar como um contrato fundamentado poderá te ajudar.

Acompanhe:

Todo o processo para estruturação de um contrato de prestação de serviço é regulamentado por leis, sejam elas municipais, estaduais e/ou federais.

Pensando em órgãos que prestam serviços de saúde, existem outras instâncias que regulamentam as práticas a serem seguidas, uma delas é a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ANS é muito importante para o setor da saúde.

A exemplo disto podemos mencionar a então escrita lei nº 9656/98 no artigo 17-A § 2ª que diz:

”O contrato de que trata o caput deve estabelecer com clareza as condições para a sua execução, expressas em cláusulas que definam direitos, obrigações e responsabilidades das partes, incluídas. ”

Sendo assim já damos a primeira dica para uma boa estruturação de contrato, que irá facilitar o relacionamento entre, prestador e operadora de saúde. A clareza.

Formule um contrato claro e objetivo, assim você garante que não haverá margens para interpretações, evitando brechas contratuais.

Meu contrato está feito, E agora? 

Se você já tem um contrato com algum operador de saúde e está insatisfeito negocie um termo aditivo que favoreça ambas as partes. É sempre bom lembrar que acordos devem ser feitos de maneira clara e transparente.

Como já mencionamos, a ANS é responsável por regulamentar e fiscalizar as operações entre prestadores e operadoras de saúde, garantindo um serviço de qualidade ao consumidor final e desenvolvendo trimestralmente o relatório de Monitoramento de Garantia de Atendimento. Este relatório também pode ser válido para qualificar fornecedores e parceiros de negócios, já que ranqueia os melhores da área.

Além da ANS já desenvolver este trabalho de fiscalização através da Visita Técnica de Monitoramento Econômico-Financeiro nas Operadoras de Planos de Assistência à Saúde, inclusive intensificado recentemente conforme publicado na Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP),  cabe às prestadoras de saúde realizar esta fiscalização através de auditorias.

 Por aqui já falamos sobre auditoria e você pode conferir mais no artigo: Auditoria Hospitalar: o que é, tipos de auditoria e atuação profissional.

Mas por que estamos falando tudo isso?

Conhecer um fornecedor antes de efetivar um contrato de prestação de serviço é essencial para garantir um bom relacionamento e evitar futuros problemas.

E, pensando em facilitar essa visualização, desenhamos um fluxograma que pode ser considerado eficiente para conseguir um bom contrato de prestação de serviço.

Mas atenção: Como seguir este modelo ou as especificidades dele devem ser adaptados a sua realidade empresarial.

Então, veja agora boas práticas para um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde:

1ª Etapa

Definir a necessidade de contratação de um fornecedor deste serviço 

Antes de iniciar qualquer processo verifique se realmente existe a necessidade da contratação deste serviço. Esse processo garantirá que a solução contratada não seja desnecessária. Isso tornará o seu processo muito mais eficiente.

2ª Etapa

Estipular prazo para contratação 

Trabalhe com metas e busque determinar um prazo para que este contrato já esteja em vigência.  Pois se você passou pela primeira etapa, entende-se que existe uma demanda para este serviço e ela precisa ser atendida.

O tempo em que você não fornece esse serviço está perdendo dinheiro, este passo é determinante também para que não haja atraso nas negociações

3ª Etapa

Definir representantes da empresa responsáveis pelas negociações e contratação

O ideal é que você conte com apoio do seu time comercial para realizar captação e negociações de propostas. Também qualifique contratos com sua equipe jurídica, assim você garante informações mais precisas e sabe quais são os direitos e deveres da sua empresa.

4ª Etapa

Definir orçamento disponível para contratação 

O quanto sua empresa está disposta a pagar por este serviço? Ter essa informação ajuda na captação de propostas e pode garantir a entrega do contrato em tempo hábil.

Mas lembre-se: nem sempre o mais barato é o mais eficiente. Seu orçamento precisa ser claro e justo, de acordo com o tipo de serviço esperado.

5ª Etapa

Conhecer fornecedores disponíveis no mercado 

Nesta etapa você solicita orçamentos e condições contratuais ainda não negociadas, para seguir a próxima etapa. Explore o mercado. Consulte os cases de sucesso das empresas e converse com quem já usou este tipo de serviço.

Nessa hora, o seu networking pode valer bastante.

6ª Etapa

Qualificar fornecedores 

Estude as propostas recebidas considerando as variáveis: preços, diferenciais, soluções, etc.

Se for necessário se reúna com os responsáveis por utilizar a solução. Ninguém melhor que o usuário final para qualificar um serviço.

7ª Etapa

Visita técnicas 

Nesta etapa você conhece as dependências, métodos e processos adotados por estes fornecedores. Caso ainda existam dúvidas sobre o serviço prestado este é o momento de saná-las.

8ª Etapa

Negociações 

Esta talvez seja uma das etapas mais críticas, pois demanda o envio de contrapropostas, adequações, etc. Trabalhe com cautela para garantir um contrato rentável para sua instituição.

 9ª Etapa

Apresentação do contrato ao corpo diretor 

Pense comigo: aqui você já está certo de que este é o fornecedor correto e está com as melhores condições possíveis para contratação. O que fazer agora? Como responsável pelo processo, seu papel é vender essa ideia ao seu corpo diretor para garantir a adesão.

Deixe claro quais são as necessidades e motivação para essa contratação.

10ª Etapa

Elaboração de minuta contratual 

Nesta hora seu departamento jurídico entra em ação. O jurídico irá estruturar um contrato coeso e objetivo, defina também datas de vigência e renovação contratual, aproveite para mapear casos de exceções.

11ª Etapa

Solicitar PoC 

O “Proof of Concept” ou simplesmente “Prova de Conceito”, consiste em solicitar uma amostra do serviço para provar sua usabilidade. Caso ainda existam dúvidas e seu fornecedor ofereça esta opção, solicite-a. Nesse processo será possível conhecer na prática o produto antes da contratação.

12ª Etapa

Revisões e termos aditivos 

Podem haver possíveis alterações a serem solicitadas, portanto, revise isto em contrato e conforme forem identificadas solicite uma revisão do contrato antes de fechar o negócio.

13ª Etapa

Fechamento

Se você chegou até aqui, parabéns! Neste momento você já sabe quais são as boas práticas para um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde. Seguindo o fluxo é possível realizar um excelente trabalho. Você viu aqui: como definir os melhores profissionais para realizar a qualificação de fornecedores, desenvolveu um excelente contrato, e conseguiu até uma prévia do serviço prestado antes de contratá-lo de fato. Portanto, agora basta apenas colher as assinaturas para a validação deste contrato.

Além de resultar em um bom relacionamento entre operadores e prestadores de saúde, um contrato bem estruturado não só reafirma os benefícios de ambas as partes, mas garante que os serviços prestados sejam executados da melhor forma possível.

Essas práticas são essenciais para alcançar o tão sonhado índice de IPCA 115%. Esse índice dá direitos de reajustes, além de colocar as instituições em um patamar elevado com as certificações emitidas pelas instituições acreditadoras.

Cientes de que os processos para contratação de fornecedores são extremamente importantes, selecionamos um artigo sobre gerenciamento de documentos. Ele irá te ajudar a lidar com toda papelada necessária para formular um bom contrato.

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